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8 de junho de 2016

Amor Verdadeiro – Tatá Vianna

Amor verdadeiro

Há uma definição para o amor que eu considero perfeita:

“Se quer alguém por sua beleza, não é amor, é desejo. 

Se quer alguém por sua inteligência, não é amor, é admiração. 

Se quer alguém porque é rico, não é amor, é interesse. 

Se quer alguém e não sabe o por quê, isso é amor.”

Foi exatamente desta forma, sem nenhuma explicação racional, que ele — o amor — nasceu entre os meus pais, ainda na adolescência. E, nesse ano de 2016, eles completarão 37 anos de casados!

Com os meus pais, aprendi que o amor verdadeiro é aquele em que duas pessoas se amam, independentemente das dificuldades e problemas encontrados no dia a dia.

É aquele amor que ajuda, acolhe, entende, aconselha, perdoa; que não se deixa abalar por nada, resiste a qualquer situação. Que une nos momentos ruins e também sabe celebrar cada conquista.

É o tipo de amor sem cobrança, em que não ocorre o jogo da dominação/ submissão e cada um se enxerga como complemento do outro.

É o tipo de amor que resiste ao tempo, com total confiança entre ambos e o desejo de querer sempre o bem do outro – acima de tudo!

E ela — a confiança — é a base fundamental para que qualquer tipo de relacionamento dê certo. Talvez esse seja o sentimento mais importante em uma relação verdadeira, pois, quanto mais confiamos, mais nos abrimos, mais compartilhamos nossos medos e angústias, mais deixamos a mente leve, serena e livre de “paranoias” — afinal, o outro nos entende como “realmente” somos. A confiança une e liberta, e é elemento fundamental quando se busca o amor verdadeiro.

Acredito que, por conta da nossa total entrega ao outro, quando a confiança é quebrada, perdemos o chão. Pois, o que diferencia o amor da confiança, é que o primeiro pode simplesmente acontecer, mas a segunda deve-se conquistar e, principalmente, cultivar.

Atualmente, tenho percebido que esse tipo de amor verdadeiro, que envolve total e irrestrita confiança, está cada vez mais em “extinção”. As pessoas andam muito imediatistas, sem paciência para conhecer o outro a fundo, para criarem o elo da confiança. Há, porém, uma necessidade absurda de “sentir” algo por alguém, o que acaba por distorcer ainda mais a palavra amor, tornando-a superficial e artificial.

A vontade de encontrar o amor é tão desesperadora, que algumas pessoas aceitam migalhas, se anulam, perdem o amor próprio, tudo para não perder a “pessoa amada” que conheceram “há um mês” nas redes sociais e, nas primeiras dificuldades, jogam tudo para cima e partem para outra. Porque, infelizmente, a oferta é grande e o mercado do amor virtual está aberto por 24 horas, 7 dias por semana! Mas será esse o “amor” que vale a pena?

A busca pelo amor verdadeiro e pelo seu real significado se tornou um enorme desafio para as gerações atuais, pois, ela deve abarcar maturidade, sabedoria e, acima de tudo, paciência — que também são elementos que rareiam por estas bandas!

É necessário compreender que, em um relacionamento real e duradouro, experimentaremos prazeres, mas também colecionaremos desgostos — não para o nosso conforto, mas para nosso aprendizado e crescimento como seres humanos.

No final das contas, o outro serve também como seu espelho e material de estudo — para que você também encare as suas próprias imperfeições!

Então eu te pergunto: Você já encontrou o seu amor verdadeiro?

Amor verdadeiro. Raro, difícil, complicado. Porém — uma vez encontrado — eterno e único. Portanto, prefiro continuar acreditando nele!! 😉

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