Close

14 de junho de 2015

Nem só de ficção vive o homem – Daniel Vianna

posts blog1

A arte imita a vida, ou seria o contrário? Realmente não importa desde que estejamos atentos e de olhos bem abertos!

Era uma vez uma terra extensa, vasta. Terra de muitos povos e raças e, infelizmente, também de muitos conflitos.

Uma terra de instabilidade na busca pelo poder. Muitos brasões e muitos exércitos disputando, incessantemente, um espaço na longínqua capital.

Surge, como esperança, uma líder. Cheia de boas intenções (das quais o mundo está cheio!), começa a libertar escravos e a atacar os grandes vilões e culpados por todas as mazelas daquele mundo: a elite dominante. Mas eis que os escravos, embora livres e desimpedidos, se voltam contra a grande rainha. (Pausa para indignação: Não seriam eles mal agradecidos? Ou, para a sua desgraça, não conseguiram encontrar a real liberdade, no seu sentido mais amplo?) E eis que, encurralada, a grande rainha volta a fazer acordos com a tal elite (ou parte dela) para acalmar os ânimos e equilibrar “um pouco” as coisas. Além disso, os seguidores dos outros brasões não lhe dão um único minuto de trégua: já tentaram ceifar a sua vida por inúmeras vezes e, por sinal, das maneiras mais baixas e desleais possíveis.

Dentro ainda do conturbado cenário, a grande líder ainda pena para domar os seus destemperados dragões, que nem sempre a obedecem. Entretanto, eles são cruciais para que o poder continue em suas mãos – mesmo que isto implique em baforadas indesejadas! De uma forma ou de outra, a grande rainha continua de pé.

Mas voltemos à distante capital. Por aquelas bandas, cresce a intolerância religiosa. Leis são alteradas e desmandos são realizados em série, em nome de um deus misterioso, que, a julgar pelas atitudes de seus seguidores, parece ser carente de misericórdia e tolerância e um verdadeiro especialista em julgamentos parciais e totalitários.

posts blog14

Todos estes personagens, sem exceção, tem algo em comum: a cegueira.

Não enxergam (ou não querem enxergar) a ameaça real e crescente que, inclusive, já ultrapassou os limites da muralha e cresce exponencialmente.

Qual é esta ameaça?

Uma horda de zumbis desprovida de alma, que marcha implacavelmente até ceifar toda a consciência dos “vivos”, deixando para trás um oceano de insensibilidade, indiferença, brutalidade e radicalismos para os que ainda resistem bravamente em suas ilhas de lucidez e bom senso.

Esta sinopse lhe parece familiar?

Só para constar, este texto não é (inteiramente) sobre Game of Thrones – que, aliás, tem o último episódio da sua quinta temporada exibido neste domingo, 14.

Boa diversão!

(Mas lembre-se: mantenha os olhos bem abertos, pois eles, os zumbis, podem estar bem ao seu lado!)

Comentários

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *