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25 de maio de 2016

Seja melhor do que você mesmo! – Tatá Vianna

criança dedo

“É muito melhor perceber um defeito em si mesmo, do que dezenas no outro, pois o seu defeito você pode mudar.”

                                                                                                                                  Dalai Lama.

Há duas semanas fui convidada para uma palestra sobre alta performance e o palestrante iniciou a sua fala com a seguinte provocação: “Busque ser melhor do que si mesmo, ao invés de buscar ser melhor do que o outro.”

Confesso que essa frase me fez refletir bastante e então, eu passei a observar as minhas ações e as das pessoas que me cercam.

É interessante como desde a infância, vamos desenvolvendo nosso comportamento e nossos valores através de comparações que são dirigidas a nós o tempo todo – somos condicionados a frequentemente nos compararmos com o outro e o erro pode estar justamente aí.

Para quem tem irmão, a criança passa a ser vítima dentro da sua própria casa. Um exemplo típico é quando os irmãos estão comendo juntos e um deles está com má vontade e não quer comer tudo. A mãe logo solta a famosa frase: “Termina logo de comer o que está no seu prato. Olha o seu irmão, comeu tudo!”

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Competições e comparações nos acompanham desde muito cedo: a criança que começa a andar primeiro costuma ser apontada como a mais desenvolvida, a que tira melhores notas é logo classificada como a mais inteligente, a que se destaca no esporte é a primeira a ser chamada para compor o time. Com isso, criamos imagens e referências que nos acompanham ao longo de toda a nossa vida. Começando na escola, passando pela universidade, pelo trabalho e atingindo nossas relações sociais, onde o outro é sempre o nosso ponto de referência.

Ou seja, ser bom não é o suficiente – é preciso ser sempre melhor que o outro!

Esquecemo-nos que, na vida, a nossa batalha é contra nós mesmos, contra nossas falhas e imperfeições, contra os nossos vícios, contra tudo aquilo que nos atrasa e nos trava na realização de nossos sonhos. Nossa real batalha é tentarmos ser hoje, melhores do que fomos ontem.

A partir do momento que pararmos de ter o outro como referência e focarmos mais em nós mesmos, paramos de nos distrair e despertamos para a única variável deste mundo que realmente está ao nosso alcance: a nossa evolução pessoal. Ao despertarmos para essa realidade, naturalmente começamos a deixar de lado sentimentos negativos de inveja, ciúmes, orgulho e vaidade que sentimos em relação ao outro. Atitudes essas que podem nos encaminhar para uma evolução ou retrocesso – e quem determina isso são os nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações.

Como disse Platão: “A primeira e a melhor vitória é conquistar a si mesmo”.

Precisamos aprender a identificar nossas limitações e, a partir daí, com muita humildade, trabalharmos essas limitações para termos avanços.

É claro que olhar para o outro é importante, mas não priorizando a comparação ou o “querer ser melhor”, mas sim com um olhar de desenvolvimento pessoal, trocando experiências, conhecimentos e emoções para, assim, se tornar uma pessoa melhor a cada dia.

amigas inveja

Tem coisa mais gratificante que superar nossos próprios limites dia após dia?

Uma coisa que tenho aprendido praticando esportes, yôga e meditação é que devemos olhar sempre para as nossas limitações atuais e tentar superá-las gradativamente.

É preciso ter paciência e concentração, pois nessas horas temos a mania de pensar:

“Por que fulano conseguiu e eu não”?

E aí, caímos na falsa sensação de sermos inferiores que o outro e esquecemos que o outro também tem falhas e limitações, diferentes das nossas. Mas tem!

Por isso, meu querido leitor, antes de olhar para os lados, foque primeiro em você, no seu crescimento e desenvolvimento pessoal.

Corra atrás dos seus sonhos, sem se preocupar em ser melhor do que o outro, pois, no final das contas, é sempre você contra você mesmo.

Eu sei que tudo isso que estou propondo a você não é uma tarefa fácil, pois fomos moldados para termos esse padrão de comportamento desde a infância, mas encare como um desafio.

Então, eu te desafio querido leitor: Você aceita o desafio de parar de olhar para fora e olhar para você? De ser honesto consigo mesmo e enxergar as suas limitações? De aceita-las e trabalha-las? De tentar superar a si mesmo a cada dia? Lembrando que é exatamente o comodismo e a falta de ação que te fazem olhar para os lados!

Lembre-se: “Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.”

– Roberto Shinyashiki.

 

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