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30 de maio de 2015

Tão longe, tão perto – Tatá Vianna

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Precisamos de  paciência, tolerância e, acima de tudo, maturidade, para conhecer e aceitar o outro diariamente, como ele de fato é.

Perfeição em relacionamentos, só nos filmes da Disney!

Essa semana estava conversando com um grupo de amigas, quando uma delas falou: “Meninas, decepção total com o gatinho que estava saindo. Tô na pixta de novo”.

Até aí, nada de diferente do que a maioria das pessoas está vivendo atualmente, a dificuldade do próximo passo, o medo de se envolver com o outro.

Diante dessa falta de comprometimento nas relações, está cada vez mais difícil encontrar alguém empenhado em ter um relacionamento sério, a impressão que dá, é a de que a maioria quer apenas  “divertir-se”, e isso vale tanto para os homens quanto para as mulheres.

Aí eu te pergunto leitor: Por que, hoje em dia, as pessoas sentem medo de se envolver?

Uma amiga minha, psicóloga, me ajudou a identificar alguns fatores comuns:

A falta de paciência e tolerância em conhecer o outro na sua totalidade. É muito mais fácil não se envolver, ter um relacionamento superficial, do que aprender a lidar, aceitar e principalmente se adaptar a algumas características do outro. Pois, na maioria das vezes, criamos um “modelo” em relação ao outro e, quando encontramos no outro características diferentes da que imaginávamos, nos decepcionamos, nos frustramos. A maneira mais fácil de evitar isso é não se envolver, por isso, criamos barreiras para não darmos o segundo passo.

A influência das redes sociais. Nos dias de hoje, Facebook, Tinder, Kickoff e outros aplicativos nos dão a sensação de estarmos conectados a muitas pessoas interessantes e disponíveis, o que passa uma falsa ilusão de que sempre vai haver ou iremos encontrar uma pessoa mais interessante do que a que estamos conhecendo e nos relacionando. E, infelizmente, isso contribui para essa superficialidade nos relacionamentos.

A incansável busca pelo par perfeito. Não adianta achar que o homem ou a mulher perfeitos existem, pois não existem! Essa doce ilusão do príncipe ou da princesa, só existe nos filmes da Disney, na vida real, as pessoas têm defeitos, e muitos.

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O histórico de vida. Quando nos propomos a nos relacionar com alguém, não sabemos exatamente das experiências vividas pelo outro. Às vezes, a pessoa teve um relacionamento que deu errado, se frustrou e tem receio de que isso aconteça novamente. Por conta disso, fica com medo de se envolver e ser rejeitado no futuro, perdendo o que pensou um dia ter construído ao lado da pessoa amada.

Por conta disso, acredito que a melhor forma de lidarmos com esse medo de nos envolvermos com o outro é deixarmos as coisas fluírem naturalmente. Quanto menor for a nossa expectativa, melhor.

Temos que ter em mente que todo relacionamento é um aprendizado e que cada um deles nos traz novas experiências, sejam elas boas ou ruins.

Precisamos aprender que são duas pessoas diferentes se relacionando, pessoas com educação, gostos, atitudes, personalidade e características diferentes e que se não tivermos paciência e tolerância para conhecer e aceitar o outro, como ele de fato é, o relacionamento nunca será gostoso, espontâneo. E o melhor da história é isto: descobrir e se adaptar cada dia mais com o outro, lembrando que ninguém é perfeito. Como já dito acima e faço questão de enfatizar, perfeição só nos filmes da Disney!

Infelizmente, nenhum de nós está imune ao sofrimento, pois não temos controle sobre o outro e muito menos sobre os futuros acontecimentos, mas podemos, sim, focar no positivo. Onde colocamos o nosso foco de atenção, inconscientemente, colocamos nosso foco de energia para que aquilo funcione.

Como diz Lúcia Almeida no poema abaixo:

“A maioria de nós tem:

Medo de falhar

Medo de morrer

Medo de se envolver

Medo de cair

Medo de sofrer

Medo de ser traído

Medo de confiar

Medo de perder

Mas a maioria de nós também tem:

Vontade de aprender

Vontade de viver

Vontade de compartilhar

Vontade de voar

Vontade de ser feliz

Vontade de perdoar

Vontade de acreditar

Vontade de ganhar

As coisas da vida não se podem medir

Entre dois pesos e 2 medidas

Ou arriscamos e encaramos a vida de frente

Ou ficamos a mercê dos conflitos e perdas

Nossa única saída é escolher de que lado queremos ficar.”

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