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12 de outubro de 2015

Velha Infância – Tatá Vianna

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“Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver.”

                                                                                                (Augusto Cury)

Todos nós, durante a nossa infância, tivemos vários sonhos e fantasias. Acreditávamos que todos eles seriam possíveis de serem realizados.

Cultivávamos a fantasia e deixávamos a imaginação correr solta, sem nos preocuparmos com o mundo real. Achávamos que podíamos ser e nos transformar em qualquer coisa que imaginássemos. Achávamos que nossos pais eram as pessoas mais importantes do mundo e que podiam simplesmente fazer qualquer coisa (e muito mais!).

Éramos felizes, não tínhamos preocupações,não tínhamos medos; não nos sentíamos bem apenas quando os nossos sentidos eram afetados, como quando nos deparávamos com um quarto escuro ou quando éramos separados das  coisas e pessoas das quais gostávamos. Não tínhamos ainda cedido espaço aos fantasmas que nos assombrariam um pouco mais tarde.

Na nossa infância éramos ingênuos, mais humanos.  Enxergávamos o mundo com mais sinceridade e menos maldade. O perdão e o esquecimento eram sempre quase imediatos, não sofríamos com nada, tudo passava rapidamente e tudo acabava com um sorriso. Aliás, este era mais constante e muito mais fácil.

Mas o tempo passou, a magia da infância acabou. Nós crescemos e o colinho e as fantasias das histórias de príncipes e sapos acabaram.

Hoje, vivemos outra realidade, tão dura que, às vezes, gostaríamos de voltar à infância, resgatar o nosso mundo de fantasias e esquecermos um pouco as decepções, preocupações e pressões que sofremos ao longo da vida adulta.

Uma época da vida que sentimos saudade quando ficamos mais velhos. Saudade de quando tudo era simples, onde as dores e os machucados se curavam com um único beijinho da mamãe ou do papai.

Neste dia tão especial para as crianças, convidamos você querido leitor, a não só apreciar a vitalidade e espontaneidade de uma criança, como também buscar resgatar a essência da criança que  ainda te habita mas que, eventualmente, você possa ter deixado de lado.

Repare como você traz à tona um pouco daquela criança quando está bem consigo mesmo, quando está na companhia dos seus melhores amigos ou do seu grande amor, ou simplesmente na companhia das pessoas que realmente lhe fazem bem.

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Por isso, no dia de hoje, dia das crianças, esqueça um pouco dos seus problemas, suas responsabilidades e da sua idade.

Aprecie o momento presente da vida, e cultive o espírito da criança que sempre vai existir dentro de você.

Não tenha dúvidas de que ela está lá, esperando para ganhar algum presente, por mais simples que ele seja: afinal  esta criança já se divertiu com o ato de comer um simples brigadeiro, ou correr descalça, ou apenas se molhar na chuva e tantos outros momentos em que o mais importante  era o “sentir”. Passava longe do julgamento ou do exibicionismo, tão latentes nos dias de hoje.

Este presente pode ser simplesmente estar perto das pessoas que você ama e dar total atenção e carinho a você mesmo e à criança que um dia você foi.

Desejo a você, de coração, um feliz Dia das Crianças!

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Comentários

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4 Comments on “Velha Infância – Tatá Vianna

Maria Esther
12 de outubro de 2015 em 19:23

Lindo texto Tatá !

Responder
odespertador
14 de outubro de 2015 em 12:19

Obrigada :)

Responder
Renata Bertran
4 de novembro de 2015 em 11:17

Eu gostei do texto!!! Bastante….
Estou gostando do blog, aos poucos vou lendo tudo!
Beijos

Responder
odespertador
4 de novembro de 2015 em 15:07

OI Renata! Nossa, fiquei muito feliz em saber que gostou do texto e do blog :) É sempre muito gratificante saber a opinião e todos que nos acompanham.
Muito obrigada e continue nos seguindo.
Bjos, Tatá

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